Com Selton Mello e Luana Piovani no elenco, A Mulher Invisível segue a
bem-sucedida linha das comédias românticas brasileiras.
Unanimidade no cinema mundial, o gênero “comédia romântica” está conquistando, cada vez mais, seu espaço entre as produções nacionais. Depois de Se Eu Fosse Você 2, que superou os R$ 50 milhões em bilheteria, e Divã, com mais de um milhão de espectadores em poucas semanas de exibição, chega às telonas no mês de junho o bastante aguardado A Mulher Invisível, protagonizado por Selton Mello e Luana Piovani.
Após ser abandonado pela esposa, Pedro (Selton) cai em depressão e deixa a vida desmoronar ao seu redor. Sua crise emocional é acompanhada pela sonhadora Vitória, que mora no apartamento ao lado e sempre foi apaixonada por ele, mesmo sem nunca ter tido coragem de se declarar. Depois de meses de isolamento, Pedro atende à porta durante certa madrugada e depara-se com a mulher mais linda do mundo: Amanda (Luana). Perfeita em todos os sentidos, a nova vizinha buscava uma xícara de açúcar e ganhou o coração do solitário rapaz.
Mas Pedro não consegue convencer outras pessoas, como seu colega de trabalho Carlos (Vladimir Brichta), da existência dessa “mulher ideal” por quem se apaixonou, já que ninguém nunca a viu ou ouviu. Desconfiado da sanidade mental do amigo, Carlos decide investigar o quão real é a tal mulher invisível. Escrito, produzido e dirigido por Claudio Torres, o irreverente longa também conta com o talento de Vladimir Brichta, Maria Manoella, Fernanda Torres – em cenas hilariantes, e as participações especiais de Maria Luisa Mendonça, Paulo Betti e Lúcio Mauro.
Com a palavra: Claudio Torres
Em um rápido bate-papo por telefone, o cineasta Claudio Torres comentou a escolha do elenco, falou de seus novos projetos e descreveu sua “mulher ideal”.
Como surgiu a inspiração para escrever A Mulher Invisível?
Claudio Torres – Mais do que uma inspiração, a idéia veio do dever de fazer uma comédia romântica, da vontade de fazer cinema no Brasil circulando por todos os gêneros. Queria fazer um filme que dialogasse com o espectador, que interessasse distribuidores, exibidores e público.
Você já tinha algum ator em mente quando criou os personagens? E o que você achou do desempenho do elenco?
Torres – Sim, o Selton e a Luana já estavam na minha cabeça desde a sinopse. Foi muito bacana trabalhar com eles, com todo o elenco na verdade. A Luana se diverte muito quando representa mulheres como ela mesma, que brincam com a sexualidade, mas sem deixar de emprestar sentimento à personagem. O Selton é o tipo de ator que leva o filme sozinho, cinema requer “protagonismo” e ele cumpre bem essa função. Para interpretar o Carlos precisávamos de um ator de carisma e o Vladimir (Brichta) realizou um trabalho irretocável. A Maria (Manoella) é uma atriz de muita sensibilidade, nós queríamos alguém como ela, um rosto novo, um rosto anônimo, para a Vitória que é responsável pela parte mais difícil do filme, sem atributos fantásticos. São atores que entregam o que foi encomendado, conseguimos reunir um elenco incrível.
E como foi trabalhar com sua irmã (a atriz Fernanda Torres)?
Torres – Foi um presente que ela me deu! A Fernanda estava grávida de oito meses na época, nós precisávamos calcular o plano de filmagem evitando a lua cheia para o Antonio não nascer antes dela concluir a participação no filme.
Como será o lançamento do filme no Brasil? Ele chegará, também, ao mercado externo?
Torres – O lançamento aqui será corajoso, com algo entre 150 e 200 cópias. Vamos aproveitar o mercado aquecido pelos brasileiros que estão indo ver comédias nacionais. Temos boas razões para crer que ele deva entrar para o “clube dos 50” (filmes que obtém mais de R$ 50 milhões em bilheteria). Mas como este é um projeto concebido para o mercado brasileiro, não temos planos de lançá-lo no exterior, mas alguns países estão negociando os direitos de refilmagem. Já podemos confirmar uma versão turca.
Quais são seus próximos projetos?
Torres – Para 2010 teremos O Homem do Futuro, com Wagner Moura, sobre um cara que volta no tempo para impedir a si mesmo de virar um babaca. E em 2011 devo lançar A Sogra onde vou trabalhar com minha mãe (a estrela Fernanda Montenegro).
E para você, como é uma mulher ideal?
Torres – No filme, entre Amanda e Vitória, seria a Vitória, sincera e realista. Manter uma idealização dá muito trabalho. Mas, mulher ideal mesmo é a minha (a atriz Maria Luisa Mendonça).
(Matéria publicada na revista VER VIDEO / Edição 191 / Maio-Junho de 2009)