segunda-feira, 4 de maio de 2009

A grande virada

Lilia Cabral une-se a José Mayer e Reynaldo Gianecchini em comédia saborosa.

Assistida por quase 200 mil pessoas, a peça Divã – baseada no romance homônimo da escritora gaúcha Martha Medeiros – chega o cinema em uma ótima adaptação, que leva ao riso e às lágrimas com a mesma facilidade. Estrelado por Lilia Cabral, que também protagonizou a montagem teatral, o filme conta com um elenco afinado que inclui José Mayer, Reyanldo Gianecchini e Cauã Reymond, além dos divertidíssimos Alexandra Richter e Paulo Gustavo.

Com direção de José Alvarenga Jr. (Os Normais – O Filme) e roteiro de Marcelo Saback, que também assinou a versão para o teatro, Divã narra a história de Mercedes (Lilia Cabral), uma mulher de 40 e poucos anos, casada e mãe de dois filhos, que decide, mesmo sem saber bem o porquê, procurar um psicanalista. No divã, Mercedes questiona o seu casamento, a realização profissional e seu poder de sedução. A melhor amiga Mônica (Alexandra Richter) vê de perto a transformação de Mercedes e participa de suas novas experiências e descobertas, apesar de nem sempre concordar com suas escolhas. As revelações da protagonista para o analista, assim como as conversas com a amiga, dão novo rumo a sua vida que, se a princípio parecia boa, estável e sem grandes emoções, sofre uma grande virada.

Sucesso sazonal

Na capital paulista, foram realizados dois eventos para promover o lançamento da comédia, que estreou dia 17 de abril em cerca de 150 salas. A equipe da VER VIDEO participou da coletiva de imprensa e da pré-estreia que aconteceram na quinta-feira, 2 de abril, com a presença de Lilia Cabral, José Mayer, Reynaldo Gianecchini, Paulo Gustavo, Marcelo Saback, José Alvarenga Jr. e Iafa Britz, uma das produtoras do filme.

Orgulhoso do projeto, José Alvarenga Jr. contou que “ao assistir à peça, fiquei tocado com a reação do público e, ali, eu percebi que tinha um filme. A Lilia ficou surpresa com a idéia, riu e seis meses depois me disse que tinha conseguido a autorização da Martha Medeiros”. E continua, “no fim das contas, o filme é fiel ao livro e também à peça, mas, ao mesmo tempo, criamos um universo particular”.

Sobre a indústria do cinema no Brasil, Alvarenga afirma que “é preciso haver pluralidade para que o produto nacional possa crescer, ainda é muito sazonal, mas está se estruturando”. Em relação a Divã, o diretor aposta no sucesso, “estamos trabalhando muito para isso”.

Uma história humana

A sempre talentosa Lílian Cabral, protagonizando pela primeira vez um longa-metragem, conta que passou por transições em sua vida como a personagem Mercedes, “já passei por separações, rompimentos por traição, encontros com homens mais jovens, algumas das situações do filme são reais, como a da meia de nylon e o mau jeito na coluna, que realmente aconteceram comigo”.

“Essa é uma história simples, é uma história humana”, acrescenta Lilia. “Creio que ela possa influenciar relacionamentos verdadeiros, levar as pessoas a louvar a amizade e garantir que dure para o resto da vida”, conclui a atriz.

Interpretando Gustavo, marido de Mercedes, José Mayer diz que aceitou o convite para o papel considerando vários fatores como texto e parcerias – referindo-se ao diretor e aos co-astros. “O filme tem, sobretudo, conteúdo. É uma comédia que se sustenta em cima de substância, não busca o riso fácil”, explica o ator. E continua, “são todos grandes personagens, é um filme cheio de esperança que propõe que a mudança está ao alcance de todos”.

O sempre sorridente Reynaldo Gianecchini concorda com Mayer nos elogios ao filme, e declara “queria muito ajudar a contar essa história, trabalhei feliz todos os dias e fiquei empolgado com o resultado”.

Em momento de descontração final, José Alvarenga Jr. conta que, ao anunciar para Marcelo Saback que os pares da personagem de Lilia no filme seriam interpretados Mayer, Gianecchini e Reymond, ouviu do roteirista o seguinte comentário: “com esse elenco masculino, ela faz análise para quê?”. Brincadeiras a parte, Divã tem tudo para ingressar na lista de novos sucessos do cinema nacional.

Foto: Mario Villaescusa
(Matéria publicada na revista VER VIDEO / Edição 190 / Maio de 2009)

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